Aeroporto de Vitória (SBVT)

O Aeroporto de Vitória está situado em Goiabeiras, local escolhido pelo engenheiro francês da Lignes Latécoere antes de 1930. As empresas brasileiras usavam inicialmente hidroaviões, que pousavam num bairro chamado Santo Antônio - onde funcionava, paralelamente ao Aeroporto de Vitória, o hidro-posto no qual pousavam hidro-aviões da Pan American e Cruzeiro. Em 1936, o Governo Federal construiu no local uma pequena estação com flutuador. Operavam em Vitória a Panair, Syndicato Condor (nacionais) e a Pan Americanan na linha intercontinental Nova York – Buenos Aires.

O Aeroporto de Vitória possuiu características de ponto de escala até ao anos 1972/73, quando o percentual de vôos que o utilizavam como ponto extremo de linhas começou a elevar-se.

Na década de 30 existia uma pista de terra batida onde funcionava o Aeroclube. Em 1942 foi iniciada a construção da pista de cimento, com uma verba de 50 contos de réis, dos quais foram gastos 38. O restante foi utilizado na construção do terminal de passageiros. A firma contratada para a execução destes serviços foi a COTECA-Companhia de Terraplanagem Capixaba, dirigida pelo engenheiro Carlos Duenk. A referida pista teve sua inauguração em fins de 1943, em plena Segunda Guerra Mundial.

O hangar do Aeroclube foi doado ao Clube de Regatas Saldanha da Gama (Ginásio Wilson Freitas) pelo comandante Raimundo Gomes. Estas instalações ainda existem, sendo hoje usadas como ginásio de esporte.

O Aeroporto de Vitória fez parte da relação de aeroportos participantes do convênio firmado entre os governos do Brasil e EUA, pelo qual Brasil cedia, durante o período de guerra, a utilização dessas áreas para as Forças Armadas dos EUA.

Em 1943, o U.S. Engineer Office, do exército dos EUA, elaborou um projeto para o Aeroporto de Vitória no local denominado Goiabeiras. Posteriormente, o projeto foi consolidado pela diretoria de obras do Ministério da Aeronáutica. O projeto inicial da Aeronáutica previa uma pista de concreto cimento, com 1.500m x 50m. A pista em concreto foi concluída no ano de 1946. Em 1978, foi executada uma ampliação da pista (a partir da cabeceira 23), passando a 1750m.

Em 1978, foi elaborado pela Infraero o projeto completo de reformulação do pavimento, compreendendo um reforço em concreto asfáltico nas pistas e um reforço de concreto no pátio de estacionamento. Em 1979 estas obras foram concluídas.

O aeroporto

O Aeroporto Eurico Salles está localizado num sítio aeroportuário com pouco mais de 5,2 milhões de metros quadrados e desde 1946 passou por algumas reformas e melhorias. Com capacidade para 560 mil passageiros/ano, hoje o aeroporto tem se mostrado insuficiente para atender à demanda atual, tendo movimentado mais de 1,5 milhão de passageiros em 2005.

O terminal de passageiros é climatizado, com área construída de cerca de 4000 m², salão de pré-embarque, 25 balcões de check-in e salas de embarque e desembarque. Nos pátios de estacionamento de aeronaves, a implantação de novas posições melhorou a operacionalidade do aeroporto.

Cargas

O Eurico Salles é um dos 32 aeroportos da rede Infraero que conta com um terminal de cargas internacional. Em maio de 1999 entrou em operação a primeira linha internacional de cargas direto dos EUA (Miami) para Vitória, facilitando o trabalho de importação de mercadorias para o mercado capixaba. Hoje operam regularmente em Vitória cinco freqüências semanais nesta rota.

Depois de concluídas as atuais obras de ampliação, o Aeroporto Eurico Salles terá capacidade para receber mais de dois milhões de passageiros, com seis pontes de embarque, capacidade de operar oito aeronaves ao mesmo tempo e estacionamento de veículos com mil vagas. O aeroporto também terá lojas, cinemas e praça de alimentação. A pista principal, que também será construída, terá 2,4 mil metros de extensão.




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